DEPOIMENTO – “O Preço das Bombas: Minha História Antes que Seja a de Outro”
Por Rodrigo Klein Mariano Canto
Quando alguém olha para mim hoje, talvez veja apenas tatuagens cobrindo marcas antigas. Pode até pensar que é estética, estilo, fase. Mas cada linha da minha pele conta uma história — uma história que quase acabou comigo antes mesmo de a vida ter começado direito.
Eu cresci numa boa família, com educação, carinho e valores. Não faltava nada. Mas faltava eu me aceitar. Faltava entender que o corpo é só uma casca e que autoimagem não pode ser construída em cima de pó, comprimidos e vaidade. Só que eu não sabia disso.
Minha primeira queda: a adolescência e a ilusão do físico perfeito
Por volta de 2002 e 2003, muito novo ainda, usei cerca de 20 ampolas de Winstrol. Eu mesmo aplicava. O resultado apareceu rápido: perdi gordura, fiquei definido, virei o “playboyzinho sarado” da época.
As meninas olhavam.
Os caras “respeitavam”.
E eu me sentia grande — mas por dentro estava cada vez mais vazio.
Quando parei, o corpo voltou ao normal.
O ego pediu mais.
E eu, sem maturidade, ouvi.
A segunda queda: Hemogenin — 80 comprimidos de veneno legalizado
Os anos passaram, mas a vontade de aparecer não. Usei Hemogenin achando que tinha controle.
Foi o pior erro da minha vida.
Meu fígado entrou em colapso silencioso.
As estrias gigantes, do tipo que se vê em barriga de grávida, rasgaram minha pele.
Era meu corpo implorando para eu parar antes de morrer tentando ficar bonito.
Ali, eu entendi que tinha cruzado o limite.
Minha mãe, guerreira, disse:
“Eu pago seu tratamento. Mas você vai viver.”
E ela realmente me salvou.
Hoje, depois de tudo que ela enfrentou com o câncer, é minha vez de cuidar dela.
As estrias que salvaram a minha vida
Muita gente tem vergonha de estrias. Eu também tinha. Tentei peeling com ácido retinoico, gastei caro, só piorou. No fim, cobri com tatuagens.
Mas, se pudesse, eu removeria tudo só para mostrar minhas marcas com orgulho.
Porque são elas que me lembram que estou vivo.
São elas que me impedem de esquecer onde quase fui parar.
Essas marcas não representam fraqueza — representam sobrevivência.
A verdade que ninguém gosta de admitir
Jovens procuram “atalhos” por ansiedade, aparência, pressão social, desafio, modismo, comparação, falta de autoestima.
Mas a verdade é direta e única:
Não existe dose segura de anabolizante para estética.
A única dose segura é treinar, comer bem e beber água.
Qualquer outra coisa é roleta-russa com o próprio corpo.
Se meu exemplo salvar uma vida, já valeu tudo
Hoje, uso minha história para alertar qualquer pessoa que cogite usar anabolizantes. Não pela moral, não pelo sermão, mas pela realidade:
Eu só estou vivo porque meu corpo gritou mais alto do que meu ego.
Se, depois de ler isso, uma única pessoa repensar antes de usar essas drogas, então toda dor, toda marca e todo arrependimento terão valido a pena.
O corpo passa.
A vaidade passa.
Mas as consequências ficam.
E a vida é muito curta pra desperdiçar tentando “parecer melhor”.
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