Naquela noite, as ruas estavam cheias de agua, tinha chovido demais... Pelas redondezas havia caras estranhas, umas sedentas de sangue e também outras com um medo implacável.
Peguei meu jornal, coloquei em cima de um banco numa pracinha sem brinquedos e me sentei. Quando me dei conta, havia uma criatura diferente de todas as outras que já tinha visto, asas negras com tom de bordô. Fiquei curioso e perguntei seu nome, então ela me disse que era Leila.
- O que é você? Perguntei curioso.
- Sou uma fada! Ela respondeu, apontando para um desenho no jornal que falava sobre um livro chamado de “Fallen Fairy”.
Imediatamente me apaixonei pelo tom de cinza, pelo lado obscuro, que era tão bom ou até melhor que o lado da luz. Identifiquei-me com o estilo dela, pois era único.
Preferia o “Lacuna Coil” ao invés de “Madona”...
A chuva cessou, e fui pra casa, sabendo que naquela noite, eu havia feito uma amiga, alguém em que eu pudesse confiar, e muito gentil. Ela confiou o seu nome a mim, assim sempre que quisesse vê-la, bastaria procurar naquela árvore.
Rodrigo K M Canto
30/06/2017
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Poesia - Fallen Fairy
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